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quarta-feira, 9 de julho de 2008

O maior de todos é o amor!

Este blog é aberto a todos as pessoas e comentários construtivos, principalmente pessoas sensíveis, que apreciam literatura, poesia e filosofia. A idéia é divulgar o meu primeiro livro de poesias, "Olhos de Lince", coletânea de poemas escritos desde a adolescência até os dias atuais, com a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, além de poemas e citações de grandes autores nacionais e estrangeiros. Esperamos que "Olhos de Lince" seja o primeiro de uma série de outros que venham a enriquecer a literatura brasileira, e que eu possa, como jornalista e escritora, contribuir, de alguma forma, para o enriquecimento do amor pelas letras por parte de nossas crianças e adolescentes.

3 comentários:

Nise Almeida disse...

O olhar ministra... cura... libertar.... é tudo de bom...Parabéns por mais esta conquista... bjnh

sergiao disse...

Cris é uma amiga antiga. Conheço-a desde os tempos de rebeldia & rock roll qdo era essa a atitude de indignação da época. Cris ... The song remains the same !

sergiao disse...

Homenagem a ti que é mãe !
Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade.
As notícias, arrumadas como perólas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.
Vime criança orientada pela sua paciência. As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar.
E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes.
Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo.
Quantas teimas com ela. Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina.
Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. E você, lecionando calma, tolerância.
Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo.
Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso para mim escolhida.
As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refri.
Quantas lembranças, mãe querida!
Dos dias da adolescência, do desejar alçar vôos de liberdade antes de ter asas emplumadas.
Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária poderia me oferecer.
Lágrimas de frustração que você enxugou. Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces.
Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais: "tudo tem seu tempo, sua hora! Aguarde! Treine paciência!"
E de outras vezes: "cada dia é oportunidade diferente. Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar.
A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna."
Lições e lições.
A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção.
Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente.
Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera.
E porque ela falava no meu coração dorido, voei, vencendo a distância.
E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim.
Mãe, aqui estou. Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você.

cap. XVI do livro Pássaros livres, do Espírito Rabindranath Tagore, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.