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terça-feira, 14 de junho de 2011

TORMENTA



O vento
o vento macho
se anuncia na brisa
assovia na janela
penetra nas frestas
quer,
e consegue entrar.

O vento
o vento macho
levanta a saia da menina
arremessa longe folhas e papéis
assedias frágeis moradias
desrespeita dia, noite, sol, lua
determina passos e movimentos
canta nas portas
comemorando sua fúria.

Macho vento
que em dado momento
é laxo.
Retira-se,
com elegância de fêmea
dissipa-se
e, sem dizer adeus,
deixa no ar
o temor da dúvida humana
quando irá voltar?

2 comentários:

Ka Santos disse...

Uhuuuu......uqe forte, intenso, azulllll tudo isso...adorei querida...
A propósito, Clarice é minha poeta preferida...leia mesmo, vai amar...beijkssss Sua linda!!!

Cristina Lebre disse...

Obrigada, Ka, bjs pra vc, vc tb é uma poetisa linda, Deus te abençoe!