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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

AMOR INSONE

Um amor que
de tão grande
é lindo
e, ao mesmo tempo,
assustador.
Um amor que, por vezes,
repele definição.
Arrebata, derruba ao chão
tranquiliza
inquieta
angustia
imobiliza.
Um amor que
de tão quente, e gostoso
é também tão perigoso
quando se torna medo da perda,
loucura incessante;
a mente demente, inconstante
de tanto amor.
Um amor que, de tão rico
esbanja prazer e felicidade
mas também desespero e saudade.
Alegria, reciprocidade
emoção e lágrimas
que amor tão louco!...
Crueldade!
CRISTINA LEBRE, em "Olhos de Lince"

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

NOVA REVISTA ELETRÔNICA

Já está disponível na rede uma nova revista eletrônica para os amantes das artes, literatura, música, fotografia, cinema, pinturas, etc, etc.
O endereço da página é www.revistaliteris.com.br , e todos podem participar enviando material para publicação.
Visitem o site e participem: a turma que coordena é do mais alto nível acadêmico.
Grande abraço a todos!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

RIOS SEM DISCURSO

RIOS SEM DISCURSO

"Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se corta em pedaços,
em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda,
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
o fio de água por que ele discorria."
JOÃO CABRAL DE MELO NETO

terça-feira, 15 de julho de 2008

O RIO

O rio é como a linguagem: precisa ter um (dis) curso para fluir, criar afluentes, ser difundido. "Rios sem discurso", de João Cabral de Melo Neto, será o próximo poema focalizado. Quem quiser comentar este poema lindo, publique-0, será um prazer tê-lo aqui para todos curtirem.

O RIO

SINOPSE "OLHOS DE LINCE"

"Olhos de Lince" é a primeira publicação da jornalista e poetisa Cristina Lebre, escritora carioca radicada em Niterói, apaixonada por poesias e literatura. O livro é uma coletânea de 68 poemas escritos pela autora desde sua adolescência até os dias de hoje, mostrando sua sensibilidade, intrepidez e coragem de expor seu coração e suas idéias sobre Deus, o amor, as injustiças cometidas pelos homens e as emoções que resistem no coração dos românticos. Sobre “Olhos de Lince” alguns de seus amigos e profissionais das letras escreveram: - “As veias poéticas e não cartesianas de Cristina Lebre fazem uma longa, delicada e escancarada incursão por sua essência. Como os rios amazônicos, banham o leitor de reflexões líricas, lúdicas, românticas e, eventualmente caóticas.” – Luiz Antonio Mello, jornalista e escritor; - “Sua sensibilidade é assustadoramente aguçada. Noto em seus poemas não só a inspiração, mas a transpiração dos grandes poetas, você busca a palavra exata, lapidando-a para bem caber em sua poesia.” – Muna Omran, Doutora em Letras e História Literária; - “Você tem sim os olhos dos linces e pinta belíssimos quadros com as palavras” – André Taveira, jornalista.