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terça-feira, 17 de julho de 2012





LUTA INTERNA




Parar um pouco
e pensar...


A mão corre leve em busca de desabafo...
Nas folhas, o corpo se arrasta cansado
em busca de um afago, talvez,
um amigo, uma vez.


Nas noites quentes, meu coração enxotado
de sua vida.
Entulhado
de saudade...


Voa ligeiro em busca do sono
respira fundo e alcança a fuga.
Quando os sonhos não são mais frugais
nem mais ilusões.


Os temporais, torrentes cruéis e constantes
enquanto o sol consegue uma brecha
e se levanta.


Sua majestade, ofuscante claridade,
queima o corpo molhado da chuva
ilumina os pingos que se tornam faíscas.


A natureza espanta
o gosto brando da amizade estanca
a dor do amor perdido
o pranto coagulado...


mas ainda não cicatrizado;
porquanto ainda vive a esperança 
sórdida e amarga
de reencontrar...


A mais brilhante estrela
ao cair da tarde, quando aparece, encanta
e novamente faz chorar.

3 comentários:

Carlos Orfeu disse...

Profundamente belo,terno.
Onde á alma, as emoções sentiu
teus versos.
Nesta tarde que segue fria
aqueceu, aqueceu meu coração
suas palavras.

NALDOVELHO E A DANÇA DO TEMPO disse...

Muito bom minha amiga! Muito bom.

Lucilia Dowslley disse...

Um Brinde especial para você maravilhosa poeta! Amei o poema! Parabéns pelo blog! Lindo! Brilha Luz!